Enrique Martinez Reguera – Escritor, psicólogo, filosofo, artistas plástico, fundador da Escuela da Marginalizacion em Madrid - Espanha.
Conheci a Comunidade dos Pequenos Profetas em Recife, no bairro de São José, lá pelos anos de 1980, e sobretudo minhas lembranças mais carinhosa para aquele s moleques de então: Marcos Julio, Paulo, Márcio, Marcelo, Jailson, Dinho, David, Ana Paula, Edjane, Galeguinho, Kikinho, Careca.... Eles, e outros como eles, foram os meus profetas e mestres, que me ensinaram tudo sobre as “crianças de ninguém”. (Dedicatória do Livro Crianças de Ninguém, Crianças de Rua – psicologia da infância explorada - ¨6 edição Editora ARTMED)
Dirk Hegmanns - Coordenador no Brasil do Programa de Voluntários das Nações Unidas.
Eu tive o privilégio de conhecer o trabalho da CPP já antes da criação da mesma como uma ONG em 1984. Era um grupo de jovens sob a liderânça do Demetrius cuidando das crianças de rua, fazendo alfabetização, oferecendo ajuda com relação à saúde etc. Fiquei impressionado pelo esforço do grupo e fiquei com ele durante 18 meses. Conheçí um mundo totalmente diferente do meu. Viví a violência, a luta pela sobrevivência, o medo, as dores. Eu ví crianças que somente desejaram um carinho, um abraço, um lugar com amor. Mas quase todas as crianças que eu conheçí naquela época morreram – atropeladas, esfaqueadas, baleadas. Lembro de um amiguinho de 12 anos que queria pegar uma daquelas lâmpadas coloridas nas ruas de Recife durante o Natal. Ele subiu um posto, pegou a lâmpada – levou um choque, caiu e morreu. Uma lembrânça que representa a violência e ao mesmo tempo a inocência da vida de uma criança de rua.
Desde então o trabalho e a organização evoluiram bastante. Da pura ajuda o foco mudou para o desenvolvimento de perspectivas para as crianças. O trabalho com as famílias delas, cursos de capacitação, consciêntização e muito mais devem ajudar na reintegração numa vida digna. E é exatamente isto que as crianças merecem
Claudia Molina - jornalista e delegada -chefe do Dpmul - Departamento Policial da Mulher de Pernambuco.
Conheci há um mês a Comunidade dos Pequenos Profetas e, de lá para cá, não sou mais a mesma. Senti que muito tenho o que aprender com a riqueza interior destas meninas que, inocentes, extraem da dura realidade a força para sobreviver ao caos da liberdade urbana.
Luto há muito tempo por uma existência mais digna para as mulheres. Entretanto, desconhecia que as maiores vítimas do machismo e exclusão social são garotinhas, que à noite dormem debaixo de marquises, expostas à chuva ou ao frio, e de dia são capazes de nos encantar com obras de arte feitas de papel marchê ou material reciclável, graças ao incansável trabalho realizado na Comunidade dos Pequenos Profetas. Maria Eduarda, 13 anos, e Ana Paula, 12 anos, por exemplo, honraram-me com duas peças belíssimas, que hoje ornam a sala da minha casa e que mostro com muito orgulho a todos os visitantes.
Se não fosse a dedicação dos integrantes desta valorosa entidade, jamais compreenderia a extensão da problemática das jovens criaturinhas que, amorosas e inteligentes, não se deixam vencer pelas agruras das ruas, encontrando na Avenida Sul, 110 um oásis para descansarem seus corpos e almas machucados, resgatando momentos doces de uma infância roubada. Diante de profissionais tão nobres, ansiosos por melhorar o mundo de crianças tão injustiçadas, prometi a mim mesma defender com fervor os mesmos ideais, pedindo a Deus que meus atos um dia cheguem perto da eficiência de pessoas que, íntegras, fazem da Comunidade dos Pequenos Profetas um paraíso repleto de pura compaixão.
Christian Walger - Sociólogo, coordenador da cooperação internacional da ONG alemã Welthaus Bielefeld.
As crianças são o nosso futuro. Para que este futuro seja positivo e sustentável é indispensável que a gente se responsabilize criando condições para que cada criança consiga descobrir a sua criatividade, fortalecendo a sua auto-estima e realizando os seus sonhos. A Comunidade dos Pequenos Profetas há mais do que vinte anos se dedica esta tarefa nobre: proporcionar a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e pessoal a defesa dos seus direitos, um espaço protegido para apreender e a dignidade de serem levados a sério como personalidades e aceitos como sujeitos da sua história. Como amigo da CPP me sinto feliz em poder contribuir para construir um futuro melhor para eles e todos nós!